quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Fabricação de Soros e vacinas

Histórico e fabricação

No final do século XIX, a descoberta dos agentes causadores de doenças infecciosas representou um passo fundamental no avanço da medicina experimental, através do desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento de doenças como a difteria, tétano e cólera. Um dos principais aspectos desse avanço foi o desenvolvimento da soroterapia, que consiste na aplicação no paciente de um soro contendo um concentrado de anticorpos. A soroterapia tem a finalidade de combater uma doença específica (no caso de moléstias infecciosas), ou um agente tóxico específico (venenos ou toxinas).
O Dr. Vital Brazil Mineiro da Campanha, médico sanitarista, residindo em Botucatu, consciente do grande número de acidentes com serpentes peçonhentas no Estado, passou a realizar experimentos com os venenos ofídicos. Baseando-se nos primeiros trabalhos com soroterapia realizados pelo francês Albert Calmette, desenvolveu estudos sobre soros contra o veneno de serpentes, descobrindo a sua especificidade, ou seja, cada tipo de veneno ofídico requer um soro específico, preparado com o veneno do mesmo gênero de serpente que causou o acidente.
Já em São Paulo, Vital Brazil identificou um surto de peste bubônica na cidade de Santos em 1898.Iniciou, então, em condições precárias, o preparo de soro contra essa doença em instalações da Fazenda Butantan. Essa produção iniciou-se oficialmente em 1901, dando origem ao Instituto Serumtheráphico de Butantan, nome original do Instituto Butantan. Controlada a peste, o Dr. Vital Brazil deu prosseguimento à preparação de soros antiofídicos nesse Instituto, para atender ao grande número de acidentes com serpentes peçonhentas, já que o Brasil era um país com grande população rural, na época, tendo, ainda, Vital Brazil iniciado a produção de vacinas e outros produtos para a Saúde Pública.
Soros e vacinas são produtos de origem biológica (chamados imunobiológicos) usados na prevenção e tratamento de doenças. A diferença entre esses dois produtos está no fato dos soros já conterem os anticorpos necessários para combater uma determinada doença ou intoxicação, enquanto que as vacinas contêm agentes infecciosos incapazes de provocar a doença (a vacina é inócua), mas que induzem o sistema imunológico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contração da doença. Portanto, o soro é curativo, enquanto a vacina é, essencialmente, preventiva.
Cada veneno ofídico necessita de um soro específico, elaborado com uma serpente do mesmo gênero da causadora do acidente.
Em 1984 foi lançado o Programa de Auto-Suficiência Nacional em Imunobiológicos, para atender à demanda nacional por esses produtos e tentar eliminar a necessidade de importação. Para tanto, foram realizados investimentos em instalações e equipamentos para os laboratórios, contando com a colaboração do Ministério da Saúde.

A produção de Soro

Os soros são utilizados para tratar intoxicações provocadas pelo veneno de animais peçonhentos ou por toxinas de agentes infecciosos, como os causadores da difteria, botulismo e tétano. A primeira etapa da produção de soros antipeçonhentos é a extração do veneno - também chamado peçonha - de animais como serpentes, escorpiões, aranhas e taturanas. Após a extração, a peçonha é submetida a um processo chamado liofilizacão, que desidrata e cristaliza o veneno. A produção do soro obedece às seguintes etapas:
  • 1. O veneno liofilizado (antígeno) é diluído e injetado no cavalo, em doses adequadas. Esse processo leva 40 dias e é chamado hiperimunizacão.
  • 2. Após a hiperimunizacão, é realizada uma sangria exploratória, retirando uma amostra de sangue para medir o teor de anticorpos produzidos em resposta às injecões do antígeno.
  • 3. Quando o teor de anticorpos atinge o nível desejado, é realizada a sangria final, retirando-se cerca de quinze litros de sangue de um cavalo de 500 Kg em três etapas, com um intervalo de 48 horas.
  • 4. No plasma (parte líquida do sangue) são encontrados os anticorpos. O soro é obtido a partir da purificação e concentração desse plasma.
  • 5. As hemácias (que formam a parte vermelha do sangue) são devolvidas ao animal, através de uma técnica desenvolvida no Instituto Butantan, chamada plasmaferese. Essa técnica de reposição reduz os efeitos colaterais provocados pela sangria do animal.
  • 6. No final do processo, o soro obtido é submetido a testes de controle de qualidade:
    6.1. atividade biológica - para verificação da quantidade de anticorpos produzidos;
    6.2. esterilidade - para a detecção de eventuais contaminações durante a produção;
    6.3. inocuidade - teste de segurança para o uso humano;
    6.4. pirogênio - para detectar a presença dessa substância, que provoca alterações de
    temperatura nos pacientes; e
    6.5. testes físico-químicos.
A hiperimunização para a obtenção do soro é realizada em cavalos desde o começo do século porque são animais de grande porte. Assim, produzem uma volumosa quantidade de plasma com anticorpos para o processamento industrial de soro para atender à demanda nacional, sem que os animais sejam prejudicados no processo. Há um acompanhamento médico-veterinário destes cavalos, além de receberem uma alimentação ricamente balanceada.
O processamento do plasma para obtenção do soro é realizado em um sistema fechado, inteiramente desenvolvido pelo Instituto Butantan,
instalado para atingir a produção de 600 mil ampolas de soro por ano, atendendo às exigênicas de controle de qualidade e biossegurança da Organização Mundial de Saúde.
Os soros produzidos pelo instituto Butantan são:
  • Antibotrópico: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara.
  • Anticrotálico: para acidentes com cascavel.
  • Antilaquético: para acidentes com surucucu.
  • Antielapídico: para acidentes com coral.
  • Antibotrópico-laquético: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara ou
    surucucu.
  • Antiaracnídico: para acidentes com aranhas do género Phoneutria (armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e escorpiões brasileiros do género Tityus.
  • Antiescorpiônico: para acidentes com escorpiões brasileiros do género Tityus.
  • Antilonomia: para acidentes com taturanas do género Lonomia.
Além dos soros anti-peçonhentos, o Instituto Butantan também produz soros para o tratamento de infecções e prevenção de rejeição de órgãos. A maior parte desses soros é obtida pelo mesmo processo dos soros antipeçonhentos. A única diferença está no tipo de substância injetada no animal para induzir a formação de anticorpos. No caso dos soros contra difteria, botulismo e tétano, é usado o toxóide preparado com materiais das próprias bactérias. Para a produção do anti-rábico, é usado o vírus rábico inativado.

HPV: CURA,TRANSMISSÃO,SINTOMAS E TRATAMENTO

O QUE É?                                                                                                                                                      
O papilomavírus humano é o causador de uma doença sexualmente transmissível chamada HPV. Ela é de difícil cura e se manifesta através de sintomas como verrugas que surgem na região íntima após o contato íntimo com um indivíduo infectado. Seu tratamento é feito com o uso de medicamentos e cirurgias de cauterização e dura em média 2 anos, embora os sintomas desapareçam um pouco antes.
    o hpv é também conhecido por: condiloma acuminado, verrugas genitais, crista de galo, figueira e cavalo de crista.                                                                                                                                                                                                                                                                                   CURA DO HPV  :Para alcançar a cura do HPV recomenda-se realizar o tratamento medicamentoso de forma correta e utilizar preservativo em todas as relações para evitar a recontaminação com o vírus. Durante o tratamento clínico pode-se investir nos tratamentos caseiros, fortalecendo o sistema imune com o consumo de alimentos ricos em vitamina C como abacaxi, acerola e morangos.                                                                                                                                                                                                                                                                         TRANSMISSÃO DO HPV: A  transmissão do HPV se dá através do contato íntimo desprotegido com o indivíduo infectado com o vírus. O tempo de incubação do vírus varia de 1 mês a 2 anos e durante este período apesar de não haver sintomas, o indivíduo já pode contaminar outros.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   SINTOMAS DO HPV
Os sintomas do HPV são:
  • Várias pequenas verrugas na região íntima masculina ou feminina.
  • Estas verrugas podem ainda estar presentes na região do colo do útero (não são facilmente visíveis) e não estar presente na região íntima externa feminina.
Os sintomas podem estar ausentes, apesar da presença do vírus. Isto ocorre principalmente nos homens.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  DIAGNÓSTICO DO HPV:O diagnóstico do HPV pode ser feito pelo exame clínico-visual e confirmado pelo exame papanicolau ou biópsia das verrugas.                                                                                                                                                                                                                                    TRATAMENTO DO HPV
O tratamento para HPV pode ser feito com:
  • Uso de pomadas e de soluções aplicadas pelo médico em consultório e
  • Cirurgias de cauterização realizadas de tempos em tempos
O ácido tricloroacético (ATA) a 70 e a 90% e a Podofilina a 15%, em solução alcoólica, devem ser aplicados pelo médico 1 vez por semana e a pomada como a Podofilotoxina a 0.15% deve ser aplicada 2 vezes ao dia. O tratamento contra o HPV é demorado e pode ser dispendioso, mas é a única forma de vencer a doença e diminuir o risco de câncer em homens e em mulheres.

Fabricação de Soros e vacinas

Histórico e fabricação

No final do século XIX, a descoberta dos agentes causadores de doenças infecciosas representou um passo fundamental no avanço da medicina experimental, através do desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento de doenças como a difteria, tétano e cólera. Um dos principais aspectos desse avanço foi o desenvolvimento da soroterapia, que consiste na aplicação no paciente de um soro contendo um concentrado de anticorpos. A soroterapia tem a finalidade de combater uma doença específica (no caso de moléstias infecciosas), ou um agente tóxico específico (venenos ou toxinas).
O Dr. Vital Brazil Mineiro da Campanha, médico sanitarista, residindo em Botucatu, consciente do grande número de acidentes com serpentes peçonhentas no Estado, passou a realizar experimentos com os venenos ofídicos. Baseando-se nos primeiros trabalhos com soroterapia realizados pelo francês Albert Calmette, desenvolveu estudos sobre soros contra o veneno de serpentes, descobrindo a sua especificidade, ou seja, cada tipo de veneno ofídico requer um soro específico, preparado com o veneno do mesmo gênero de serpente que causou o acidente.
Já em São Paulo, Vital Brazil identificou um surto de peste bubônica na cidade de Santos em 1898.Iniciou, então, em condições precárias, o preparo de soro contra essa doença em instalações da Fazenda Butantan. Essa produção iniciou-se oficialmente em 1901, dando origem ao Instituto Serumtheráphico de Butantan, nome original do Instituto Butantan. Controlada a peste, o Dr. Vital Brazil deu prosseguimento à preparação de soros antiofídicos nesse Instituto, para atender ao grande número de acidentes com serpentes peçonhentas, já que o Brasil era um país com grande população rural, na época, tendo, ainda, Vital Brazil iniciado a produção de vacinas e outros produtos para a Saúde Pública.
Soros e vacinas são produtos de origem biológica (chamados imunobiológicos) usados na prevenção e tratamento de doenças. A diferença entre esses dois produtos está no fato dos soros já conterem os anticorpos necessários para combater uma determinada doença ou intoxicação, enquanto que as vacinas contêm agentes infecciosos incapazes de provocar a doença (a vacina é inócua), mas que induzem o sistema imunológico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contração da doença. Portanto, o soro é curativo, enquanto a vacina é, essencialmente, preventiva.
Cada veneno ofídico necessita de um soro específico, elaborado com uma serpente do mesmo gênero da causadora do acidente.
Em 1984 foi lançado o Programa de Auto-Suficiência Nacional em Imunobiológicos, para atender à demanda nacional por esses produtos e tentar eliminar a necessidade de importação. Para tanto, foram realizados investimentos em instalações e equipamentos para os laboratórios, contando com a colaboração do Ministério da Saúde.

A produção de Soro

Os soros são utilizados para tratar intoxicações provocadas pelo veneno de animais peçonhentos ou por toxinas de agentes infecciosos, como os causadores da difteria, botulismo e tétano. A primeira etapa da produção de soros antipeçonhentos é a extração do veneno - também chamado peçonha - de animais como serpentes, escorpiões, aranhas e taturanas. Após a extração, a peçonha é submetida a um processo chamado liofilizacão, que desidrata e cristaliza o veneno. A produção do soro obedece às seguintes etapas:
  • 1. O veneno liofilizado (antígeno) é diluído e injetado no cavalo, em doses adequadas. Esse processo leva 40 dias e é chamado hiperimunizacão.
  • 2. Após a hiperimunizacão, é realizada uma sangria exploratória, retirando uma amostra de sangue para medir o teor de anticorpos produzidos em resposta às injecões do antígeno.
  • 3. Quando o teor de anticorpos atinge o nível desejado, é realizada a sangria final, retirando-se cerca de quinze litros de sangue de um cavalo de 500 Kg em três etapas, com um intervalo de 48 horas.
  • 4. No plasma (parte líquida do sangue) são encontrados os anticorpos. O soro é obtido a partir da purificação e concentração desse plasma.
  • 5. As hemácias (que formam a parte vermelha do sangue) são devolvidas ao animal, através de uma técnica desenvolvida no Instituto Butantan, chamada plasmaferese. Essa técnica de reposição reduz os efeitos colaterais provocados pela sangria do animal.
  • 6. No final do processo, o soro obtido é submetido a testes de controle de qualidade:
    6.1. atividade biológica - para verificação da quantidade de anticorpos produzidos;
    6.2. esterilidade - para a detecção de eventuais contaminações durante a produção;
    6.3. inocuidade - teste de segurança para o uso humano;
    6.4. pirogênio - para detectar a presença dessa substância, que provoca alterações de
    temperatura nos pacientes; e
    6.5. testes físico-químicos.
A hiperimunização para a obtenção do soro é realizada em cavalos desde o começo do século porque são animais de grande porte. Assim, produzem uma volumosa quantidade de plasma com anticorpos para o processamento industrial de soro para atender à demanda nacional, sem que os animais sejam prejudicados no processo. Há um acompanhamento médico-veterinário destes cavalos, além de receberem uma alimentação ricamente balanceada.
O processamento do plasma para obtenção do soro é realizado em um sistema fechado, inteiramente desenvolvido pelo Instituto Butantan,
instalado para atingir a produção de 600 mil ampolas de soro por ano, atendendo às exigênicas de controle de qualidade e biossegurança da Organização Mundial de Saúde.
Os soros produzidos pelo instituto Butantan são:
  • Antibotrópico: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara.
  • Anticrotálico: para acidentes com cascavel.
  • Antilaquético: para acidentes com surucucu.
  • Antielapídico: para acidentes com coral.
  • Antibotrópico-laquético: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara ou
    surucucu.
  • Antiaracnídico: para acidentes com aranhas do género Phoneutria (armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e escorpiões brasileiros do género Tityus.
  • Antiescorpiônico: para acidentes com escorpiões brasileiros do género Tityus.
  • Antilonomia: para acidentes com taturanas do género Lonomia.
Além dos soros anti-peçonhentos, o Instituto Butantan também produz soros para o tratamento de infecções e prevenção de rejeição de órgãos. A maior parte desses soros é obtida pelo mesmo processo dos soros antipeçonhentos. A única diferença está no tipo de substância injetada no animal para induzir a formação de anticorpos. No caso dos soros contra difteria, botulismo e tétano, é usado o toxóide preparado com materiais das próprias bactérias. Para a produção do anti-rábico, é usado o vírus rábico inativado.

O HPV 

Com o início da vida sexual surge o risco de contrair diversas doenças. Uma das mais frequentes e preocupantes é o condiloma acuminado, mais conhecida pelo nome do vírus que a causa, o papilomavírus humano (HPV). As vacinas de HPV estão disponíveis apenas em clínicas particulares e podem ser aplicadas em adolescentes de ambos sexos.
 O papilomavírus humano é o causador de uma doença sexualmente transmissível chamada HPV. Ela é de difícil cura e se manifesta através de sintomas como verrugas que surgem na região íntima após o contato íntimo com um indivíduo infectado. Seu tratamento é feito com o uso de medicamentos e cirurgias de cauterização e dura em média 2 anos, embora os sintomas desapareçam um pouco antes.
A transmissão do HPV se dá através do contato íntimo desprotegido com o indivíduo infectado com o vírus. O tempo de incubação do vírus varia de 1 mês a 2 anos e durante este período apesar de não haver sintomas, o indivíduo já pode contaminar outros.
Os sintomas do HPV são:
Várias pequenas verrugas na região íntima masculina ou feminina.
Estas verrugas podem ainda estar presentes na região do colo do útero (não são facilmente visíveis) e não estar presente na região íntima externa feminina.
Os sintomas podem estar ausentes, apesar da presença do vírus. Isto ocorre principalmente nos homens.
Para alcançar a cura do HPV recomenda-se realizar o tratamento medicamentoso de forma correta e utilizar preservativo em todas as relações para evitar a recontaminação com o vírus. Durante o tratamento clínico pode-se investir nos tratamentos caseiros, fortalecendo o sistema imune com o consumo de alimentos ricos em vitamina C como abacaxi, acerola e morangos.

Causas

A infecção por hepatite B pode ser transmitida pelo contato com o sangue, sêmen, fluidos vaginais e outros fluidos corporais de alguém que já tem infecção por hepatite B.
Adam Vírus da hepatite B
A infecção pode ser transmitida através de:
  • Transfusão de sangue (não é comum nos Estados Unidos)
  • Contato direto com sangue em ambientes da área de saúde
  • Relação sexual com uma pessoa infectada
  • Tatuagens ou acupuntura com agulhas ou instrumentos sujos
  • Agulhas compartilhadas durante a utilização de drogas
  • Itens pessoais compartilhados com alguém já infectado (como escovas de dentes, lâminas de barbear e cortadores de unhas)
O virus da hepatite B poderá ser passado para um bebê durante o parto se a mãe estiver infectada.
Os fatores de risco da hepatite B são:
  • Nascer, ou ter pais que nasceram, em regiões com altas taxas de infecção (incluindo a Ásia, África e Caribe)
  • Estar infectado com HIV
  • Estar fazendo hemodiálise
  • Ter vários parceiros sexuais
  • Ser homem e ter parceiros do mesmo sexo
A maioria dos danos causados pela hepatite B ocorre devido à maneira como o corpo responde à infecção. Quando o sistema imunológico do corpo detecta a infecção, envia células especiais para combatê-la. No entanto, estas células de combate à doença podem causar a inflamação do fígado.

Exames

Os seguintes exames são feitos para identificar e monitorar danos no fígado causados pela hepatite B:
  • Albumina
  • Exames de função hepática
  • Tempo de protrombina
Os seguintes exames são feitos para ajudar a diagnosticar e monitorar pessoas com hepatite B:
  • Anticorpo para o HBsAg (antiHBs) um resultado positivo significa que a pessoa teve ou se vacinou contra a hepatite B
  • Anticorpos para antígeno core da hepatite B (Anti-HBc) - um resultado positivo significa que teve infecção recente ou no passado
  • Antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg) - um resultado positivo significa que há infecção ativa
  • Antígeno de superfície da hepatite E (HBeAg) - um resultado positivo significa que há infecção por hepatite B e que esta pessoa está mais propensa a passar a infecção para outras pessoas por contato sexual ou compartilhamento de agulhas
Um paciente com hepatite crônica precisa de exames de sangue constantes para controlar seu estado.

HPV...

HPV

1. O que é HPV?
O HPV, papiloma vírus humano, é um vírus transmitido predominantemente pela via sexual. Entretanto, a transmissão também pode ocorrer através de contato com roupas íntimas, sabonetes e toalhas de indivíduos portadores do HPV. 
HPV-azulExistem cerca de 120 tipos de HPV. Dentre estes, os denominados 16 e 18 são os mais relacionados com a ocorrência de câncer de colo uterino. Por isso, são conhecidos como HPV de alto risco. Os outros dois tipos mais relacionados com a ocorrência de verrugas são os de números 6 e 11. As verrugas chamam a atenção pelo seu aspecto grosseiro, mas são mais benignas, pois não estão relacionadas com o câncer de colo uterino. Logo, os tipos 6 e 11 são chamados de baixo risco.
2. O HPV mata?
Há alguns anos, o medo de ter este vírus, por sua associação com o câncer de colo uterino, levava seus portadores ao pânico. Contudo, não é preciso alarde. A relação entre HPV e câncer de colo é um fato, mas apenas as mulheres com acompanhamento clínico inadequado e baixa resistência imunológica poderão ser acometidas por esta grave doença.
Todavia, não podemos perder o “respeito” pelo HPV. É necessário ficar “ligado” sempre, a fim de evitar a contaminação pelo HPV ou por qualquer outra DST (doença sexualmente transmissível). Sexo seguro é sempre uma boa opção.


3. Como posso saber se tenho HPV?
A manifestação da infecção por HPV é caracterizada por verrugas, principalmente nas regiões genital e anal, ou “manchas brancas” vistas no colo e vagina, no exame ginecológico com colposcopia. Por isso, é muito importante realizar o exame ginecológico de rotina anualmente. Podem surgir, ainda, verrugas em outros locais distantes da região genital, como na “garganta”. Isso, porém, não é freqüente.
Nos homens, a manifestação clínica é caracterizada por verrugas no pênis e também por manchas brancas vistas no exame de peniscopia.


4. Peguei HPV e agora vou ter o vírus pelo resto da minha vida?
Hoje, acredita-se que a maioria das pessoas que se contamina com HPV elimina o vírus num período de dois anos. Mas, há um grupo de pessoas que não consegue eliminar o vírus. Essas pessoas são consideradas portadoras de “HPV resistente”.

5. Estou grávida e tenho HPV, posso ter parto normal?
A transmissão do HPV para o bebê, em mulheres gestantes portadoras do vírus. pode acontecer, mas não há indicação absoluta de cesárea nestes casos, pois o vírus pode estar presente no líquido amniótico e, assim, contaminar o bebê ainda no útero. Esta via de contaminação é rara e a manifestação clínica é de “verruga na garganta” do recém nascido. Em casos de lesões extensas na região do canal de parto, a indicação de cesárea deve ser considerada.

6. Existe vacina para o HPV?
virus-hpvSim. A vacina para HPV pode ser quadrivalente, ou seja, contra os tipos de HPV 16, 18 (alto risco para câncer de colo uterino) e 6 e 11 (relacionados com verrugas genitais). Existe também uma vacina contra apenas dois tipos de HPV: 16 e 18. Portanto, as vacinas hoje disponíveis não protegem contra todos os tipos de HPV!
A vacina contém VLPs, que são proteínas que imitam o vírus do HPV. As vacinas não contêm DNA viral. Portanto, não podem infectar células ou se reproduzirem.
Deve ser administrada em 3 doses, sendo a segunda e terceira doses 2 e 6 meses após a primeira, respectivamente.
A vacina não deve substituir a rotina de triagem ginecológica anual. O exame de papanicolau deve ser realizado independente da administração da vacina.


CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADOLESCENTE

Nota: Mantida a nomenclatura do Programa Nacional de Imunização e inserida a nomenclatura segundo a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 61 de 25 de agosto de 2008 – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA

Orientações importantes para a vacinação do adolescente

(1)  vacina hepatite B (recombinante): Administrar em adolescentes não vacinados ou sem comprovante de vacinação anterior, seguindo o esquema de três doses (0, 1 e 6) com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Aqueles com esquema incompleto, completar o esquema. A vacina é indicada para gestantes não vacinadas e que apresentem sorologia negativa para o vírus da hepatite B a após o primeiro trimestre de gestação.

(2)
  vacina adsorvida difteria e tétano - dT (Dupla tipo adulto):
Adolescente sem vacinação anteriormente ou sem comprovação de três doses da vacina, seguir o esquema de três doses. O intervalo entre as doses é de 60 dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP, DT ou dT, administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose.  Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a dose de reforço sendo a última dose administrada há mais de 5 (cinco) anos. A mesma deve ser administrada pelo menos 20 dias antes da data provável do parto. Diante de um caso suspeito de difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados, iniciar esquema de três doses. Nos comunicantes com esquema de vacinação incompleto, este dever completado. Nos comunicantes vacinados que receberam a última dose há mais de 5 (cinco) anos, deve-se antecipar o reforço.

(3)  vacina febre amarela (atenuada): Indicada 1 (uma) dose  aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco, buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado.  Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. Administrar dose de reforço, a cada dez anos após a data da última dose.
Precaução: A vacina é contra indicada para gestante e mulheres que estejam amamentando. Nestes casos buscar orientação médica do risco epidemiológico e da indicação da vacina. 

(4)  vacina sarampo, caxumba e rubéola – SCR: considerar vacinado o adolescente que comprovar o esquema de duas doses. Em caso de apresentar comprovação de apenas uma dose, administrar a segunda dose. O intervalo entre as doses é de 30 dias.